A obra de Rigoberta Menchú, ativista indígena e Prêmio Nobel da Paz, é um exemplo riquíssimo de literatura e representação indígena. Uma jornada pela história e pela cultura da Guatemala, um convite à reflexão sobre os direitos humanos e uma forma de exercitar a língua espanhola com propósito.
Ao conhecer esta personalidade e seus escritos, você ampliará o seu repertório, trazendo mais camadas ao uso e aplicação contextual do espanhol. Logo abaixo, elencamos informações centrais para ajudar você a entrar em contato com uma literatura escrita e pensada por uma mulher indígena.
Boa leitura!
Quem é Rigoberta Menchú?
Rigoberta Menchú é uma ativista indígena guatemalteca, nascida no grupo étnico Quiché-Maia. Sua vida e luta pelos direitos dos povos indígenas a tornaram uma figura mundialmente conhecida.
Em 1992, Rigoberta Menchú recebeu o Prêmio Nobel da Paz por sua incansável luta pelos direitos humanos e pela justiça social, especialmente para os povos indígenas da Guatemala.
Além disso, Menchú se tornou uma voz poderosa na defesa dos direitos dos povos indígenas em todo o mundo, denunciando a discriminação, a exploração e a violência sofridas por estes grupos.
Por que ler Rigoberta Menchú?
A literatura de Rigoberta Menchú oferece uma visão de protagonismo para a cultura e para os costumes dos povos indígenas da Guatemala, em especial, do grupo étnico Quiché-Maia. Ao acompanhar suas histórias, você terá a oportunidade de aprender sobre tradições, crenças e lutas.
Também neste sentido, a obra de Rigoberta Menchú aborda temas, como direitos humanos, justiça social e desigualdade, despertando a consciência para questões importantes e incentivando a reflexão crítica. Logo abaixo, confira a principal obra da escritora:
“Me llamo Rigoberta Menchú y así me nació la conciencia” (Meu nome é Rigoberta Menchú e assim nasceu a minha consciência):
Esta obra autobiográfica é um dos livros mais importantes de Rigoberta Menchú. Nela, a autora narra sua vida desde a infância até a vida adulta, marcada pela cultura Quiché-Maia.
A autora detalha a violência sofrida por sua família durante um conflito armado na Guatemala e como estes eventos a levaram a se tornar uma ativista em defesa dos direitos indígenas.
A obra é um testemunho poderoso sobre a resistência indígena e a importância da memória histórica.
A importância dos contextos histórico e cultural
Para uma melhor compreensão das obras de Rigoberta Menchú, é fundamental conhecer os contextos histórico e cultural da Guatemala.
O país possui uma história marcada pela colonização espanhola, pela luta por independência e por um longo conflito armado interno que reverbera até hoje nas divisões sociais e políticas da sociedade guatemalteca, especialmente sobre os povos indígenas.
Como incluir a leitura de Rigoberta Menchú em seu aprendizado de espanhol?
Não tenha medo de consultar dicionários e tradutores on-line para compreender palavras e expressões desconhecidas. Dessa forma, anote os termos que você não conhece e procure por eles em um dicionário ou em um glossário específico da obra.
Compartilhe as suas impressões sobre a leitura com outros estudantes de espanhol ou com falantes nativos. Para trazer mais contexto, busque vídeos e documentários sobre Rigoberta Menchú e sobre a cultura Quiché-Maia.
A dica de hoje é apenas um “empurrãozinho” para você iniciar a leitura da obra de Rigoberta Menchú. Conhecer conteúdos feitos ao redor do universo da cultura indígena da Guatemala é uma ótima forma de trazer mais conhecimento e pluralidade ao seu dia a dia.
Ao entrar em contato com sua obra e trabalho, você estará não apenas aprimorando o seu espanhol, mas também contribuindo para a construção de um mundo mais justo.
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