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Aprenda os 16 usos essenciais do “the” e leve seu inglês a outro nível

25/06/2025

Sim, a gente tá falando daquele “the” que você finge que já entendeu. Mas se seu inglês ainda soa meio bagunçado, talvez o problema esteja justamente aí. Bora destrinchar esse mini artigo que todo mundo subestima — e transformar seu inglês em algo claro, fluido e sem ruído. Tipo áudio de 10/10 no fone bom.

Embarcar na jornada de aprender inglês é como construir uma casa: você começa com os alicerces, tijolo por tijolo, para garantir uma estrutura sólida e duradoura.

No universo da gramática inglesa, o artigo definido “the” pode parecer um destes tijolos básicos, algo tão fundamental que muitas vezes passa despercebido ou é considerado simples demais para uma análise aprofundada.

No entanto, assim como uma estrutura bem construída sustenta todo um edifício, o domínio do “the” é crucial para alcançar a fluência e se comunicar com naturalidade.

Pense por um instante na frequência com que o “the” aparece em conversas, textos e músicas em inglês. É uma palavra onipresente, um elo constante na teia da língua.

Justamente por sua alta frequência, erros no uso do “the” podem soar marcantes para falantes nativos, mesmo que a mensagem geral seja compreendida. Dominar o “the” não é apenas sobre evitar erros, é sobre refinar sua comunicação, adicionar nuances de significado e, em última análise, elevar o seu inglês a um novo nível.

Faça isso por você ao ler este artigo!


1. A simplicidade enganosa do “the”

À primeira vista, o “the” pode parecer trivial. Afinal, é apenas uma palavra de três letras. No entanto, sua função é essencial: especificar, definir, tornar único aquilo a que se refere.

Assim como um músico precisa dominar as notas básicas para executar sinfonias complexas, o estudante de inglês precisa compreender profundamente o uso do “the” para construir frases claras e precisas.

É como aprender a andar de bicicleta. No início, focar no equilíbrio e nos pedais parece suficiente. À medida que você avança, percebe a importância de controlar a direção, usar os freios com precisão e antecipar os obstáculos.

O mesmo vale para ferramentas como o Google Tradutor. Por mais úteis que sejam, elas não substituem o entendimento real das estruturas da língua. Em nosso artigo sobre o uso consciente do Google Tradutor, mostramos como confiar apenas em traduções automáticas pode mascarar erros sutis — como o uso incorreto do “the” — que comprometem a clareza da sua mensagem.

Menosprezar a importância do “the” é como negligenciar a afinação de um instrumento musical: mesmo que a melodia esteja correta, a harmonia soará dissonante. Invista tempo e atenção para compreender as nuances do “the”, e você perceberá como sua comunicação em inglês se tornará mais fluida e natural.


2. Quando há apenas um: a singularidade que exige “the”

Um dos usos mais intuitivos do “the” é quando nos referimos a algo único, algo que existe apenas em uma instância ou que é reconhecidamente singular em um determinado contexto. Pense nos elementos fundamentais do nosso universo e em marcos icônicos:

  • The sun (o sol): nosso sistema solar possui apenas um sol.
  • The moon (a lua): a Terra tem um único satélite natural.
  • The White House (a Casa Branca): a residência oficial do presidente dos Estados Unidos.
  • The Eiffel Tower (a Torre Eiffel): um monumento mundialmente famoso e único em sua forma.

Nestes casos, o “the” atua como um marcador de singularidade, deixando claro que estamos nos referindo àquela entidade específica e inconfundível.

Em conversas cotidianas, esta lógica se aplica a objetos ou pessoas que se tornam únicas dentro de um determinado contexto:

  • “Could you pass me the salt?” (Você poderia me passar o sal?) – Assumindo que há apenas um saleiro na mesa.
  • The doctor said I need to rest” (O médico disse que eu preciso descansar.) – Referindo-se ao médico com o qual se consultou.

Essa ideia de um evento específico, reconhecido por ambas as partes da conversa, também é fundamental para o uso do Present Perfect em inglês. No guia completo sobre Present Perfect, explicamos como esse tempo verbal se conecta com experiências que ocorreram em um tempo não definido, mas que ainda têm relevância no presente — frequentemente envolvendo situações únicas, assim como o uso do “the”.


3. “The” no topo: superlativos e a excelência definida

Quando queremos expressar o grau máximo de uma qualidade, utilizando os superlativos, o “the” se torna um acompanhante quase obrigatório. Ele define aquele elemento como o auge da comparação, o ponto mais alto em uma escala:

  • The best movie (o melhor filme): não apenas um bom filme, mas o melhor entre todos.
  • The tallest building (o prédio mais alto): superando todos os outros em altura.
  • The most interesting book (o livro mais interessante): aquele que se destaca pela sua capacidade de despertar a curiosidade.

O “the” aqui acompanha o superlativo e o define, indicando que estamos falando de um item específico dentro de um grupo, aquele que possui a qualidade em seu grau máximo. Sem o “the”, a força do superlativo se perde um pouco, soando menos definido.

Esse tipo de construção é muito comum quando descrevemos nossas experiências favoritas — inclusive no universo literário.

No artigo “Livros túneis para o aprendizado de idiomas”, por exemplo, mostramos como histórias marcantes podem ser “the most inspiring stories” (as histórias mais inspiradoras) para quem está aprendendo uma nova língua.

O uso do superlativo é essencial para expressar o impacto emocional e a relevância desses livros na jornada de aprendizagem.


4. “The” vs. “a/an”: especificidade contra generalidade

A distinção entre “the” e os artigos indefinidos “a” e “an” é fundamental para a clareza da sua comunicação em inglês.

Enquanto “the” especifica um substantivo, tornando-o definido e conhecido, “a” e “an” introduzem um substantivo de forma geral, indefinida:

  • “I saw a cat in the garden” (Eu vi um gato no jardim) – Indica um gato qualquer, não especificado.
  • “I saw the cat in the garden” (Eu vi o gato no jardim) – Indica um gato específico, possivelmente já mencionado ou conhecido pelo ouvinte.

A escolha entre “the” e “a/an” muda completamente o significado da frase. Usar “the” quando se pretende falar de algo geral pode soar estranho, assim como usar “a/an” quando se refere a algo específico pode gerar confusão. Dominar esta distinção é um passo crucial para a precisão na comunicação.

Essa diferença entre o vago e o específico também é essencial quando falamos de emoções e interpretações subjetivas, como explicamos no artigo “Efeito Kuleshov e como descrever emoções em inglês”.

No cinema — e na linguagem — o contexto determina o significado. A emoção pode parecer “uma tristeza” ou “a tristeza” dependendo da cena, do olhar e das palavras usadas. E o mesmo vale para “a feeling” vs. “the feeling”.


5. “The same”: a identidade inconfundível

A expressão “the same” é uma construção fixa que sempre requer o uso do artigo definido “the”. Ela indica identidade ou semelhança exata entre duas ou mais coisas:

  • “We have the same car” (Nós temos o mesmo carro) – Refere-se a carros idênticos em cor e modelo.
  • “They are wearing the same shirt” (Eles estão vestindo a mesma camisa) – Indica camisas idênticas.
  • “This is the same restaurant we went to last week” (Este é o mesmo restaurante que fomos na semana passada) – Refere-se a um local específico já conhecido.

A ausência do “the” nesta expressão soa gramaticalmente incorreta, portanto, lembre-se sempre de incluí-lo ao falar “same”.

Essa construção faz parte de um grupo de expressões que lidam com quantidade e identidade, como também acontece com os termos “each” e “every” — que confundem muitos estudantes por expressarem ideias parecidas, mas com nuances importantes.

No artigo “Each e Every: entenda a diferença de uma vez por todas”, explicamos como pequenas palavras também podem carregar grandes significados, dependendo do foco na individualidade ou no coletivo — o que também vale para a forma como usamos “the same” para reforçar identidade exata.


6. A diferença entre “the Earth” e “earth”?

Ao nos referirmos ao nosso planeta, podemos usar tanto “the Earth” quanto simplesmente “Earth”, dependendo do contexto e da perspectiva:

  • Usamos the Earth quando falamos do planeta em um contexto geral, em discussões sobre o meio ambiente, a história do planeta ou em contraste com outros corpos celestes: “The future of the Earth depends on our actions” (O futuro da Terra depende de nossas ações).
  • Usamos earth sem o “the” quando pensamos no nosso planeta como um corpo celeste no espaço, como um dos planetas do sistema solar: “Mars is closer to earth than Jupiter” (Marte está mais perto da Terra do que Júpiter).

Esta sutileza reflete a forma como conceituamos nosso lar, ora como o palco da nossa existência, ora como um ponto em meio à vastidão do cosmos.


7. “Space” e “The Space”: uma questão de universo e de cinema

A distinção no uso do “the” com a palavra “space” segue uma lógica semelhante a de “Earth”:

Usamos spacesem o “the” quando nos referimos ao espaço cósmico, ao universo em sua totalidade: “Humans have always been fascinated by space (Os humanos sempre foram fascinados pelo espaço).

De outra forma, o the space acontece quando nos referimos a um local específico, a uma área delimitada ou em expressões idiomáticas, como:

  • Go to the cinema (ir ao cinema).
  • Go to the theatre (ir ao teatro).

Nestas expressões, “the cinema” e “the theatre” referem-se aos edifícios específicos onde estas atividades acontecem, tornando o uso do “the” necessário.


8. TV/Television: o aparelho e o conteúdo

Ao falarmos sobre o ato de assistir televisão ou sobre o conteúdo transmitido, geralmente omitimos o “the”:

  • “I like to watch TV in the evening” (Eu gosto de assistir TV à noite).
  • “What’s on TV tonight?” (O que vai passar na TV hoje à noite?).

No entanto, quando nos referimos ao aparelho de televisão em si, usamos “the television”:

  • “The remote control for the television is on the table” (O controle remoto da televisão está na mesa).

Esta distinção ajuda a contextualizar se estamos falando da atividade ou do objeto físico.


9. A rede global: “The Internet”

A palavra “internet” é quase sempre acompanhada do artigo definido “the”. Embora seja uma rede vasta e descentralizada, nós a conceituamos como uma entidade específica e global:

  • “I found the information on the internet (Eu encontrei a informação na internet).
  • The internet has revolutionized communication” (A internet revolucionou a comunicação).

Esta é uma convenção amplamente aceita e seguida na língua inglesa.


10. As refeições: Breakfast, Lunch, Dinner – sem artigo, por favor

Quando falamos sobre as refeições do dia de forma geral, normalmente não usamos o artigo “the”:

  • “What time is breakfast?” (Que horas é o café da manhã?).
  • “I had a sandwich for lunch (Eu comi um sanduíche no almoço).
  • Dinner is ready” (O jantar está pronto).

No entanto, em contextos muito específicos, onde nos referimos a uma refeição em particular, o “the” pode ser usado:

  • “The breakfast we had at the hotel was delicious” (O café da manhã que tivemos no hotel estava delicioso) – Referindo-se a um café da manhã específico.

11. Tamanho e plataforma: “Size” e “Platform” no mundo real

Em contextos práticos, como ao falar de tamanhos de roupas ou plataformas de transporte, geralmente omitimos o “the”:

  • “My mother’s shoes are size 38” (Os sapatos da minha mãe são de tamanho 38).
  • “The bus leaves from platform 3” (O ônibus sai da plataforma 3).

Nestes casos, “size” e “platform” atuam como especificadores diretos, tornando o “the” redundante.


12. “School” vs. “the school”

A distinção entre usar “school” e “the school” é crucial para entender o contexto da conversa:

  • “Children go to school to learn” (Crianças vão à escola para aprender) – Referindo-se à ideia geral de educação.
  • “I need to pick up my son from the school at 3 pm” (Eu preciso buscar meu filho na escola às 15h) – Referindo-se ao prédio específico onde o filho estuda.

A ausência do “the” geralmente indica que estamos falando sobre a instituição ou a atividade em si, enquanto a presença do “the” aponta para um local físico específico.


13. A ausência estratégica do “the”: ideias gerais e funções

Esta mesma lógica se aplica a outros lugares, quando pensamos em sua função primária ou na ideia geral que eles representam:

  • Prison/Jail: “He was sent to prison (Ele foi enviado para a prisão) – Focando na ideia de encarceramento.
  • Hospital: “She is in hospital (Ela está no hospital) – Focando na ideia de tratamento médico.
  • University/College: “He is studying at university (Ele está estudando na universidade) – Focando na ideia de ensino superior.
  • Church: “They go to church on Sundays” (Eles vão à igreja aos domingos) – Focando na ideia de culto religioso.

No entanto, se nos referirmos ao prédio específico, usamos “the”: “The hospital on Main Street is very modern” (O hospital na Rua Principal é muito moderno). 


14. Casos sem o “the”

Muitas construções de palavras relacionadas à rotina diária não utilizam o artigo “the”:

  • Go to bed.
  • Go to work / Be at work / Start work / Finish work.
  • Go home / Come home / Arrive home / Get home.
  • Be (at) home.

Estas expressões se fortaleceram ao longo do tempo sem o artigo, e seu uso correto envolve memorização e familiaridade.


15. “Children” e “the Children”

Assim como com “school”, a presença ou ausência do “the” com substantivos plurais, como “children”, indica se estamos falando do grupo em geral ou de um grupo específico:

  • Children love to play” (Crianças adoram brincar) – Referindo-se a todas as crianças.
  • “Where are the children?” (Onde estão as crianças?) – Referindo-se a um grupo específico de crianças que se espera encontrar.

16. Quando a especificidade não é tão clara

É importante reconhecer que a linha entre algo geral e algo específico nem sempre é nítida, e o uso do “the” pode, por vezes, depender do contexto e da intenção do falante.

Em situações ambíguas, a melhor abordagem é considerar se o ouvinte consegue identificar claramente a que ou a quem você está se referindo. Se a resposta for sim, o “the” provavelmente é apropriado.


Quiz: Você sabe usar o “the” corretamente em inglês?

Escolha a opção mais adequada para cada frase:

1. I saw ___ cat in the garden. It ran away quickly.

2. ___ Earth revolves around the Sun.

3. My brother is in ___ hospital recovering from surgery.

4. She always goes to ___ bed at 10 PM.

5. That’s ___ same restaurant we went to last week!


“The” é o artigo definido em inglês, usado para indicar algo específico ou conhecido.
Usamos “the” para nos referirmos a algo específico, único ou já conhecido no contexto da conversa.
“The” indica especificidade; “a” e “an” introduzem algo de forma geral. Exemplo: “a dog” (um cachorro qualquer), “the dog” (um cachorro específico).
Sim. Superlativos como “the best”, “the tallest” sempre exigem o uso do artigo “the”.
Usamos “the Earth” para falar do planeta como ambiente de vida; só “Earth” em contextos astronômicos.
Essas expressões são fixas em inglês e não levam artigo. Elas indicam função ou rotina.
Sim, quando falamos do prédio físico (ex: “the hospital”), e não da função geral (ex: “in hospital”).
Sim! A expressão correta é “the same”. Exemplo: “They have the same phone.”
“The internet” é sempre com artigo. “TV” sem artigo quando falamos da atividade, e com artigo quando falamos do aparelho físico.

Vamos lá?

A jornada para dominar o inglês é pavimentada com a compreensão de seus elementos fundamentais, e o artigo definido “the”, apesar de sua aparente simplicidade, desempenha um papel crucial nesta construção.

Ao dedicar tempo para entender suas nuances e aplicações, você refinará sua capacidade de se comunicar com precisão e naturalidade. Lembre-se de que a fluência não é apenas sobre um vasto vocabulário, mas também sobre o domínio dos detalhes que tornam a língua coesa e significativa.

Continue observando o uso do “the” em diferentes contextos, e você verá como seu inglês alcançará um novo nível de sofisticação e confiança. O poder do “the” está em suas mãos – use-o com sabedoria e observe sua fluência florescer!

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